A revolução genética
O estudo da genética deu origem a uma nova indústria muito lucrativa: a biotecnologia. Como o nome indica, ela funde a biologia e a tecnologia moderna por meio de técnicas como a engenharia genética. Algumas das novas companhias de biotecnologia se especializam em agricultura e trabalham intensamente para patentear sementes de alta produtividade, resistentes a doenças, secas e geadas, e que reduzem o uso de substâncias químicas perigosas. Se conseguissem atingir essas metas, haveria grandes benefícios. Mas alguns têm dúvidas em relação às plantações transgênicas.
Na natureza, a diversidade genética é criada dentro de certos limites. É possível fazer o cruzamento de uma rosa com outra espécie de rosa, mas não de uma rosa com uma batata. Por outro lado, a engenharia genética envolve transferir genes de uma espécie para outra na tentativa de obter uma peculiaridade ou característica desejada. Isso pode significar, por exemplo, pegar o gene que controla a produção de uma substância química anticongelante em um peixe do Ártico e inseri-lo numa batata ou morango para torná-lo resistente ao frio. Atualmente é possível modificar a estrutura genética de plantas acrescentando genes tirados de bactérias, vírus, insetos, animais e até humanos. Basicamente, então, a biotecnologia permite que os humanos derrubem as barreiras que separam as espécies.
A habilidade de manipular a vida no nível genético é uma mina de ouro em potencial, de modo que prossegue a corrida para patentear novas sementes e outros organismos geneticamente modificados (OGMs). Enquanto isso, continua a todo vapor a extinção de espécies vegetais, a fim de evitar o pior, alguns governos e instituições particulares criaram bancos de sementes.
Por Fernando Nascimento
[Créditos]
Fundo: U.S. Department of Agriculture
Centro Internacional de Mejoramiento de Maíz y Trigo (CIMMYT)
[Créditos]
Fundo: U.S. Department of Agriculture
Centro Internacional de Mejoramiento de Maíz y Trigo (CIMMYT)


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