A Biotecnologia
A biotecnologia avança
a uma velocidade tão alucinante que nem as leis nem os órgãos de regulamentação
conseguem acompanhá-la. Os pesquisadores não podem prever e evitar todas as
conseqüências possíveis. Cada vez mais críticos avisam sobre os resultados inesperados
que podem surgir, de graves dificuldades econômicas para os agricultores do
mundo à degradação ambiental e ameaças à saúde humana. Pesquisadores alertam
que não foram feitos testes a longo prazo e em larga escala para comprovar a
segurança dos alimentos transgênicos. Mencionam-se vários perigos em potencial,
como:
● Reações alérgicas.
Suponhamos que um certo gene produza uma proteína que cause reação alérgica. Se
esse for parar no milho, por exemplo, pessoas alérgicas a certos alimentos
ficarão expostas a perigos graves. As agências de controle de alimentos exigem
que as empresas informem se o alimento transgênico contém proteínas problemáticas,
mas alguns pesquisadores temem que alergênicos desconhecidos não sejam
detectados.
● Maior
toxicidade. Alguns especialistas acreditam que modificações genéticas
podem reforçar toxinas naturais das plantas de formas inesperadas. Quando um
gene é ativado, além do efeito desejado, ele pode desencadear também a produção
de toxinas naturais.
● Resistência a
antibióticos. Ao modificar a estrutura genética das plantas, os
cientistas usam os chamados marcadores genéticos para determinar se o gene
desejado foi inserido corretamente. Visto que a maioria dos marcadores gera
resistência a antibióticos, os críticos temem que isso possa contribuir para
agravar o problema da crescente resistência a antibióticos. Outros cientistas,
porém, refutam essa afirmação dizendo que os marcadores são colocados
geneticamente fora de ordem antes do uso, reduzindo assim seu perigo.
● Surgimento de “superpragas”.
Um dos grandes temores é de que as sementes ou o pólen das plantas transgênicas
transfiram genes alterados para ervas daninhas da mesma família, criando “superpragas”
resistentes a herbicidas.
● Perigos para
outros organismos. Em maio de 1999, pesquisadores da Universidade
Cornell afirmaram que, após comerem folhas cobertas de pólen de milho transgênico,
larvas de borboleta monarca adoeceram e morreram. Embora alguns questionem a
validade desse estudo, ainda existem preocupações de que outras espécies sejam,
sem querer, prejudicadas.
● Pesticidas
ineficazes. Das plantações transgênicas, algumas das mais bem-sucedidas
são as que contêm um gene que produz uma proteína tóxica para insetos nocivos.
Os biólogos alertam, porém, que expor as pragas à toxina produzida por esse
gene pode ajudá-las a desenvolver resistência e tornar os pesticidas
ineficazes.
Por Lídio
Por Lídio
Fonte: Revista Despertai, g00 22/4


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