domingo, 27 de abril de 2014

A Biotecnologia




A biotecnologia avança a uma velocidade tão alucinante que nem as leis nem os órgãos de regulamentação conseguem acompanhá-la. Os pesquisadores não podem prever e evitar todas as conseqüências possíveis. Cada vez mais críticos avisam sobre os resultados inesperados que podem surgir, de graves dificuldades econômicas para os agricultores do mundo à degradação ambiental e ameaças à saúde humana. Pesquisadores alertam que não foram feitos testes a longo prazo e em larga escala para comprovar a segurança dos alimentos transgênicos. Mencionam-se vários perigos em potencial, como:

Reações alérgicas. Suponhamos que um certo gene produza uma proteína que cause reação alérgica. Se esse for parar no milho, por exemplo, pessoas alérgicas a certos alimentos ficarão expostas a perigos graves. As agências de controle de alimentos exigem que as empresas informem se o alimento transgênico contém proteínas problemáticas, mas alguns pesquisadores temem que alergênicos desconhecidos não sejam detectados.
Maior toxicidade. Alguns especialistas acreditam que modificações genéticas podem reforçar toxinas naturais das plantas de formas inesperadas. Quando um gene é ativado, além do efeito desejado, ele pode desencadear também a produção de toxinas naturais.
Resistência a antibióticos. Ao modificar a estrutura genética das plantas, os cientistas usam os chamados marcadores genéticos para determinar se o gene desejado foi inserido corretamente. Visto que a maioria dos marcadores gera resistência a antibióticos, os críticos temem que isso possa contribuir para agravar o problema da crescente resistência a antibióticos. Outros cientistas, porém, refutam essa afirmação dizendo que os marcadores são colocados geneticamente fora de ordem antes do uso, reduzindo assim seu perigo.
Surgimento de “superpragas”. Um dos grandes temores é de que as sementes ou o pólen das plantas transgênicas transfiram genes alterados para ervas daninhas da mesma família, criando “superpragas” resistentes a herbicidas.
Perigos para outros organismos. Em maio de 1999, pesquisadores da Universidade Cornell afirmaram que, após comerem folhas cobertas de pólen de milho transgênico, larvas de borboleta monarca adoeceram e morreram. Embora alguns questionem a validade desse estudo, ainda existem preocupações de que outras espécies sejam, sem querer, prejudicadas.

Pesticidas ineficazes. Das plantações transgênicas, algumas das mais bem-sucedidas são as que contêm um gene que produz uma proteína tóxica para insetos nocivos. Os biólogos alertam, porém, que expor as pragas à toxina produzida por esse gene pode ajudá-las a desenvolver resistência e tornar os pesticidas ineficazes.

Por Lídio
Fonte: Revista Despertai, g00 22/4

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